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Governo estuda taxa progressiva sobre lavras paradas no país

Governo federal avança em plano para combater ociosidade na mineração e estuda taxa progressiva sobre lavras inativas no Brasil.

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Redação RO em PautaCom base em informações de CNN Brasil
Governo estuda taxa progressiva sobre lavras paradas no país
Foto: Reprodução

Nesta quinta-feira, 2 de julho de 2026, o Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) aprovou um conjunto de diretrizes estratégicas que visa reativar áreas minerárias ociosas no país, impulsionando a eficiência e a competitividade do setor. Entre as medidas propostas, o governo federal avalia a implementação de um encargo anual progressivo sobre as lavras que permanecem paralisadas, buscando desestimular a inatividade e promover o uso produtivo do patrimônio mineral brasileiro.

A iniciativa surge da constatação de que a prolongada inatividade de áreas com comprovado potencial mineral tem gerado perdas significativas em termos de investimento, geração de empregos e desenvolvimento regional. O Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ressaltou a importância de que o patrimônio mineral cumpra sua função social, afirmando que "área parada significa investimento parado, emprego que deixa de ser criado e desenvolvimento que não chega aos territórios", conforme divulgado pela CNN Brasil.

O estudo para a criação do encargo progressivo tem como objetivo principal coibir a retenção especulativa de ativos minerais, um mecanismo já adotado com êxito em outras nações mineradoras para fomentar a rotatividade e a exploração efetiva. Além dessa análise, a resolução do CNPM recomenda ao Ministério de Minas e Energia (MME) a coordenação de propostas normativas para aprimorar as regras relativas à suspensão temporária de atividades de lavra, à caracterização objetiva de abandono de jazidas e à regulamentação do grupamento mineiro.

As diretrizes também preveem o fortalecimento da transparência e dos sistemas de informação sobre as áreas minerárias, bem como o estímulo à articulação entre os órgãos e entidades federais. Essa agenda mais ampla do governo busca modernizar a gestão do setor e superar gargalos históricos, como a morosidade na análise de processos e a necessidade de aprofundar o conhecimento geológico do território nacional. Para estados como Rondônia, com seu potencial minerário, a efetivação dessas políticas representa uma oportunidade de dinamização econômica e atração de novos investimentos para a região.