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O que crianças emocionalmente seguras costumam ouvir dos pais?

A forma como os pais se comunicam impacta diretamente a segurança emocional e autoestima das crianças, revelando o que realmente as fortalece.

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Redação RO em PautaCom base em informações de CNN Brasil
O que crianças emocionalmente seguras costumam ouvir dos pais?
Foto: Reprodução

A maneira como os pais se expressam no dia a dia é um pilar fundamental na construção da segurança emocional e da autoestima das crianças. Mais do que meros incentivos, as palavras proferidas no ambiente familiar moldam a percepção que os pequenos têm de si mesmos e do mundo ao redor, conforme destaca a psicóloga infantil Lorraine Tonini, especialista em Análise do Comportamento Aplicada.

De acordo com a profissional, crianças que se tornam adultos emocionalmente seguros geralmente crescem em lares onde se sentem plenamente acolhidas, respeitadas e amadas, mesmo diante de falhas e desafios. Tonini explica, em reportagem do CNN Brasil, que são mensagens que comunicam aceitação e valorização, independentemente do sucesso ou do fracasso, fortalecendo a sensação de valor pessoal.

Para edificar uma autoestima saudável, a psicóloga enfatiza que o foco não deve estar em elogios genéricos, mas sim no reconhecimento do processo de aprendizagem. Em vez de celebrar apenas as conquistas e resultados finais, é crucial valorizar a atitude, a dedicação e a coragem da criança em enfrentar obstáculos. Frases como "Adorei ver o seu esforço" ou "O que você aprendeu com isso?" são exemplos eficazes, pois ensinam que errar é parte integrante do aprendizado e que o valor da criança não se resume ao sucesso imediato.

O elogio que pode ser uma armadilha

Apesar da importância de elogiar, a psicóloga alerta para um tipo comum de reconhecimento que, em excesso, pode ter o efeito contrário: rotular a criança como "muito inteligente". Embora pareça positivo à primeira vista, quando a inteligência se torna o principal motivo de validação, a criança pode sentir-se pressionada a corresponder sempre a essa expectativa. Isso pode levá-la a evitar situações desafiadoras por medo de falhar e de não ser mais vista como inteligente, desenvolvendo a crença de que suas capacidades são fixas e que dificuldades são sinônimo de fracasso.

A recomendação é substituir elogios focados apenas em características pessoais por comentários que realcem a dedicação, a persistência e as estratégias empregadas para solucionar problemas. Além da escolha das palavras, pequenas ações cotidianas também são vitais, como ouvir ativamente, validar os sentimentos dos filhos, incentivar a autonomia e ensinar a lidar com as frustrações. A forma como os pais lidam com seus próprios erros e desafios também serve de poderoso modelo para os filhos, moldando a resiliência e a confiança.

Em suma, a autoestima genuína é construída quando a criança compreende que é valorizada por quem ela é, e não apenas pelo que consegue realizar. Este ambiente de aceitação incondicional e incentivo ao processo é o alicerce para que os pequenos desenvolvam uma base emocional sólida e se tornem adultos seguros e confiantes.