A taxa de alfabetização entre crianças do 2º ano do Ensino Fundamental em Rondônia demonstra uma recuperação notável, com nove municípios do estado registrando que mais de 75% de seus estudantes já leem e escrevem. Esse desempenho representa um aumento expressivo de 40% em comparação com os índices registrados durante o ano de 2021, período marcado pelos desafios da pandemia de Covid-19, conforme dados divulgados por reportagem do G1 Ji-Paraná nesta segunda-feira (24).
O progresso é atribuído, em grande parte, ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, uma iniciativa do Ministério da Educação (MEC) lançada em 2023. O programa visa assegurar que todas as crianças de 6 e 7 anos dominem a leitura e a escrita na idade adequada. A adesão foi quase universal no país, com 100% dos estados e 99,8% dos municípios participando, e um investimento superior a R$ 1 bilhão já direcionado para a causa. O levantamento ainda aponta que o percentual atual de alfabetização infantil superou o de 2019, quando 46% das crianças eram consideradas alfabetizadas.

Eulisson Nogueira, doutorando em Letras – Estudos Literários, salienta que esse avanço progressivo está diretamente ligado ao Pacto Federativo pela Alfabetização na Idade Certa, coordenado pelo MEC. Ele destaca os investimentos em infraestrutura, a implementação de programas de apoio e a capacitação de professores das redes municipais como pilares para o cumprimento das metas. Embora a média nacional de alfabetização na rede pública esteja em cerca de 56%, os dados revelam uma persistente desigualdade racial, com 64% de crianças brancas alfabetizadas contra 50% de pretas e pardas, uma disparidade que se acentuou durante a pandemia.
No cenário rondoniense, a melhoria é palpável: além dos nove municípios que ultrapassaram a marca de 75% de alfabetização, sete deles alcançaram patamares acima de 80%. Contudo, o relatório também identificou desafios em quatro cidades do estado que permaneceram abaixo da média de 50%: Alvorada Do Oeste (29,2%), Vale do Anari (37%), Guajará-Mirim (41,8%) e Buritis (49,8%).
Para o MEC, a alfabetização transcende a simples decodificação de letras, englobando o desenvolvimento de habilidades de leitura, escrita e interpretação, permitindo que a criança utilize a linguagem escrita de forma funcional no cotidiano. Para monitorar o prog



