O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, na última sexta-feira, dia 3 de julho de 2026, as diretrizes e encargos para a implementação do Fies Empreendedor. A iniciativa estabelece uma nova linha de crédito reembolsável, exclusivamente destinada a indivíduos e empresas que estejam em dia com suas obrigações junto ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), visando fomentar o empreendedorismo e reforçar a sustentabilidade financeira do próprio Fundo.
Esta modalidade de financiamento é um incentivo direto para que os beneficiários do Fies mantenham sua adimplência, oferecendo acesso a capital com condições subsidiadas. Conforme apurou o CNN Brasil, o objetivo central é solidificar a cultura de pagamento entre os estudantes, garantindo, em contrapartida, um caminho para o desenvolvimento de novos negócios ou a expansão de iniciativas já existentes, um benefício que pode impactar empreendedores em todo o Brasil, incluindo os de Rondônia.
A resolução do CMN define que o custo final para os tomadores de crédito será de, no máximo, 11,19% ao ano. Este percentual é composto por uma taxa de até 8,94% anuais, destinada à remuneração das instituições financeiras que operarão a linha, somada a 2,06% ao ano referentes à remuneração dos recursos da União. É importante ressaltar que o normativo proíbe a capitalização de juros durante o período de carência, uma medida que oferece maior fôlego aos empreendedores no início de suas atividades.
A operacionalização do Fies Empreendedor será de responsabilidade do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. Embora as balizas gerais tenham sido estabelecidas pelo CMN, os critérios detalhados de elegibilidade para os potenciais tomadores de crédito, bem como as destinações específicas dos recursos e as variações nas condições de reembolso, ainda serão definidos por meio de uma portaria a ser editada pelo Ministério da Fazenda. Essa etapa final é crucial para a plena implementação da linha de crédito e para que os interessados possam acessar os recursos.



