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Estudante presa por atropelar idoso ficará em cela separada e passará por avaliação sobre sanidade mental

Estudante acusada de atropelar e matar idoso em Porto Velho terá cela separada e será submetida a perícia de sanidade mental.

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Redação RO em PautaCom base em informações de G1 Rondônia
Estudante presa por atropelar idoso ficará em cela separada e passará por avaliação sobre sanidade mental
Foto: Reprodução

A Justiça de Rondônia determinou que a estudante Vitória Caroline Marangoni Schneider, de 29 anos, presa sob acusação de atropelar e matar Odair Brustolin, de 68 anos, em Porto Velho, seja mantida em cela separada e submetida a uma avaliação de sanidade mental. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada nesta quinta-feira, 4 de julho de 2026.

A medida visa garantir a segurança da investigada dentro da unidade prisional e considerar sua possível condição de saúde mental. Além do isolamento, o presídio deverá oferecer acompanhamento médico e psicológico. A defesa de Vitória protocolou um pedido para a instauração de um incidente de insanidade mental, que busca determinar se a estudante tinha plena capacidade de discernimento sobre a ilicitude de seus atos no momento do ocorrido. O pleito foi acolhido pelo judiciário, que ordenou a realização de perícia, embora tenha negado o pedido de internação em unidade psiquiátrica.

Em comunicado, a defesa de Vitória expressou pesar pelo trágico evento e assegurou que o processo transcorre em conformidade com o devido processo legal e as garantias constitucionais. Wilibrando Bruno de Araújo, advogado da família da vítima, Odair Brustolin, afirmou que a família não se opõe ao tratamento da investigada, mas ressaltou que a existência de um transtorno mental não implica automaticamente inimputabilidade, ou seja, a impossibilidade de responder criminalmente pelos atos.

Conforme apurado pelo G1 Rondônia, o advogado da família da vítima destacou que, apesar de documentos apresentados pela defesa indicarem que Vitória fazia tratamento psiquiátrico, ela também cursava Medicina, sugerindo que possuía condições de compreender suas ações. Esse entendimento, segundo Araújo, é reforçado pelo comportamento da estudante após o atropelamento, quando ela deixou o local do crime e buscou refúgio na casa de um amigo.

O incidente que resultou na morte de Odair Brustolin ocorreu na última quarta-feira, 1º de julho, por volta das 13h20, em Porto Velho. Testemunhas relataram à polícia que Vitória discutiu e tentou agredir pessoas na rua. Após a altercação, ela entrou em seu carro, avançou contra uma residência, deu marcha à ré e, em seguida, acelerou novamente, invadindo o imóvel e atingindo fatalmente Odair Brustolin, que não resistiu aos ferimentos.

Após o atropelamento, Vitória fugiu do local. A Polícia Militar iniciou buscas e, pouco depois, recebeu informações de que ela estava na residência de um amigo, onde teria solicitado serviços de lanternagem e pintura para o veículo. No momento da prisão, a estudante foi descrita no boletim de ocorrência como bastante exaltada e agressiva. Áudios enviados por Vitória a um grupo de moradores, cerca de 25 minutos após o ocorrido, mostram a estudante justificando suas ações e alegando que os vizinhos conheciam seu comportamento.