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Agronomia

Preços dos alimentos no mundo recuam pelo segundo mês consecutivo em junho

Preços globais de alimentos caem pelo segundo mês consecutivo em junho, impulsionados por açúcar, cereais e laticínios, apesar das altas em carnes e óleos veget

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Redação RO em PautaCom base em informações de G1 Agro
Preços dos alimentos no mundo recuam pelo segundo mês consecutivo em junho
Foto: Reprodução

Os valores globais dos alimentos registraram um leve declínio em junho, marcando o segundo mês consecutivo de retração. A queda foi principalmente motivada pela redução nos preços de açúcar, cereais e laticínios, que compensaram as elevações observadas em óleos vegetais e carnes, conforme divulgado nesta sexta-feira (3) pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

O Índice de Preços dos Alimentos da FAO, um indicador crucial que monitora a variação mensal de commodities agrícolas no comércio internacional, alcançou uma média de 130,3 pontos em junho, ligeiramente inferior aos 130,8 pontos registrados em maio. Este dado serve como referência para governos e investidores, e já havia recuado em maio após atingir, em abril, seu pico em três anos, influenciado por tensões no Oriente Médio que impactaram os óleos vegetais. Apesar da queda recente, o índice de junho ainda se situa 1,7% acima do nível de um ano antes, mas permanece 18,7% abaixo do recorde histórico de março de 2022, período pós-invasão da Ucrânia pela Rússia.

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Entre os produtos que puxaram a baixa, o índice de preços dos cereais apresentou uma redução de 3,5% em relação a maio. O trigo, por exemplo, teve seus valores pressionados pelo avanço da colheita e pela expectativa de ampla oferta na região do Mar Negro, enquanto o milho recuou devido à vasta oferta esperada na América do Sul e à diminuição dos preços do petróleo. O açúcar também registrou uma queda significativa de 5,7%, impulsionada pela desvalorização do etanol no Brasil, que levou usinas a priorizar a produção de açúcar. Os laticínios, por sua vez, tiveram uma retração de 1,5%, reflexo do aumento da oferta global.

Em contraste, algumas categorias registraram alta. O índice de carnes da FAO subiu 0,4% no mês, atingindo um novo recorde histórico, impulsionado principalmente pela forte demanda global por carne de aves. Os preços dos óleos vegetais avançaram 3,8%, com destaque para as cotações do óleo de palma e da colza, em parte devido à crescente demanda por biodiesel. O arroz, na contramão dos demais cereais, viu seu preço subir 3,2%, impulsionado pela maior procura na Ásia por sua variedade indica.

A dinâmica global dos preços dos alimentos, com suas oscilações e tendências mistas, é um termômetro importante para a economia mundial e, consequentemente, para o cenário local. Em Rondônia, um estado com forte vocação agropecuária e consumidores atentos aos custos, essas variações internacionais repercutem diretamente na inflação, no poder de compra e na rentabilidade dos produtores. A estabilização ou queda em commodities essenciais pode trazer um alívio para o bolso do consumidor, enquanto as altas em outros setores demandam atenção constante das autoridades e do mercado.