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Polícia prende 174 agressores de mulheres em operação em SP

Uma operação policial em São Paulo prendeu 174 agressores de mulheres e registrou centenas de pedidos de medidas protetivas, em meio a um recorde de feminicídio

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Redação RO em PautaCom base em informações de CNN Brasil
Polícia prende 174 agressores de mulheres em operação em SP
Foto: Reprodução

Uma ampla ação da Polícia Civil de São Paulo resultou na prisão de 174 agressores de mulheres na última quinta-feira (3 de julho de 2026), durante a mobilização batizada de "Dia D da Operação Mulher Protegida". A iniciativa visou o cumprimento de ordens judiciais e flagrantes relacionados a crimes de violência doméstica e sexual, com o objetivo de fortalecer a proteção feminina no estado.

A operação, coordenada pelas Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), efetuou 98 prisões em flagrante e cumpriu 76 mandados de prisão. Além das detenções, as equipes policiais registraram 689 novos pedidos de medidas protetivas, oferecendo suporte imediato a mulheres em situação de risco ou que já foram vítimas de crimes de gênero. A secretária de Políticas para a Mulher, delegada Adriana Liporoni, sublinhou a importância da integração entre prevenção e responsabilização, afirmando que "cada mandado cumprido representa uma resposta concreta do poder público para interromper ciclos de violência".

A delegada Cristiane Braga, coordenadora das DDMs, reforçou que a execução efetiva das medidas judiciais é crucial. "Quando a medida judicial é efetivamente executada, o Estado interrompe o ciclo da violência, responsabiliza o agressor e oferece mais segurança para que a vítima possa seguir com o acompanhamento da rede de proteção", explicou. A "Operação Mulher Protegida" faz parte de um conjunto de estratégias contínuas do Governo de São Paulo para aprimorar a rede de apoio às mulheres e intensificar a punição dos agressores em todo o território paulista.

Alarmante Aumento de Feminicídios em São Paulo

Paralelamente à operação, dados recentes revelam um cenário preocupante. O estado de São Paulo registrou 107 casos de feminicídio entre janeiro e abril de 2026, o maior número para o quadrimestre desde 2018, ano em que a Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP) começou a divulgar essas estatísticas. Conforme levantamento da CNN Brasil, esse índice representa um crescimento de 205,71% de 2018 a 2026, com uma média anual de aumento de aproximadamente 15,05%.

Abril de 2026 foi o mês com o maior número de ocorrências de feminicídio no período analisado. Comparativamente, em 2024, foram registrados 91 feminicídios nos mesmos quatro meses, ocupando o segundo lugar nesse triste ranking. Observa-se também um crescimento constante entre 2021 e 2023, com os casos subindo de 53 (2021) para 60 (2022) e, em seguida, para 80 (2023), totalizando um aumento de cerca de 50,94%. O ano de 2018 apresentou o menor número de denúncias para o período, com 35 registros.

Em resposta a esse cenário desafiador, a SSP-SP informou que o Governo de São Paulo tem expandido sua rede de proteção. Atualmente, o estado conta com 144 Delegacias de Defesa da Mulher, 220 delegacias de atendimento remoto e mais de 650 policiais especializados. Além disso, foi implementada a Patrulha SP Mulher Segura, reforçando o compromisso com a segurança e o combate à violência de gênero.