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Alibaba proíbe funcionários de usar ferramenta de IA da Anthropic, diz agência

Alibaba proíbe funcionários de usar ferramenta de IA da Anthropic em meio a disputa por cópia de tecnologia e identificação de usuários com ligação à China.

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Redação RO em PautaCom base em informações de G1 Tecnologia
Alibaba proíbe funcionários de usar ferramenta de IA da Anthropic, diz agência
Foto: Reprodução

O conglomerado chinês Alibaba determinou a proibição do uso do Claude Code, uma ferramenta de programação baseada em inteligência artificial desenvolvida pela Anthropic, por seus colaboradores. A medida, confirmada em 3 de julho de 2026, surge em decorrência da identificação de funcionalidades na plataforma que poderiam rastrear usuários com vínculos na China, intensificando uma disputa já existente entre as gigantes da tecnologia.

A decisão do Alibaba, inicialmente reportada pela imprensa chinesa e corroborada pela agência Reuters, faz parte de uma escalada de tensões entre as duas empresas. Recentemente, a Anthropic acusou o grupo chinês de ter replicado indevidamente recursos de seu modelo de IA Claude, uma prática conhecida como "destilação". Essa técnica envolve treinar um sistema de IA menos avançado com base nas respostas de outro mais sofisticado, um método que, segundo a Anthropic, pode acelerar o avanço chinês em IA, conforme carta enviada a senadores dos EUA e obtida pela Reuters. O episódio reflete a crescente competição global pela liderança em inteligência artificial, especialmente entre Estados Unidos e China.

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A proibição no Alibaba foi impulsionada pela descoberta de que o Claude Code continha mecanismos capazes de coletar dados do ambiente dos usuários, como fuso horário e configurações de conexão, além de inserir marcadores discretos em comunicações para os servidores da Anthropic. Um representante da Anthropic explicou, em publicação na rede social X, que tais recursos faziam parte de um experimento iniciado em março, visando coibir o uso indevido de contas por revendedores não autorizados e proteger seus modelos de práticas de destilação. Funcionários do Alibaba foram orientados a utilizar a plataforma interna Qoder, da própria empresa, para suas atividades de programação.

Apesar das restrições impostas pela Anthropic a usuários chineses, a aplicação dessas limitações tem se mostrado desafiadora, visto que é possível contorná-las utilizando servidores localizados em outros países, como os Estados Unidos. Enquanto empresas americanas de IA buscam proteger suas tecnologias contra acessos não autorizados e cópias, companhias chinesas de computação em nuvem e inteligência artificial têm investido em soluções desenvolvidas localmente e em modelos de código aberto, como DeepSeek, Qwen, Moonshot e Zhipu. A crescente presença desses modelos chineses no mercado norte-americano, conforme apontado pelo G1 Tecnologia, eleva as preocupações entre especialistas do setor, indicando um cenário de contínua e acirrada disputa tecnológica.