A Stenon, empresa alemã de tecnologia agrícola especializada em análise de solo em tempo real, concluiu com sucesso uma rodada de investimentos Série B, arrecadando €18 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 106 milhões. Os recursos serão direcionados para acelerar o desenvolvimento de novas soluções e fortalecer a presença da companhia em mercados estratégicos onde já atua, incluindo o Brasil, conforme reportagem do CNN Brasil.
A agtech é reconhecida por suas inovações que permitem o manejo preciso de nutrientes, como o nitrogênio, e a medição do carbono orgânico do solo (SOC) em tempo real. Essa capacidade oferece aos agricultores dados cruciais para otimizar a fertilização e melhorar a saúde do solo. A rodada de captação foi liderada pela Pymwymic, uma influente investidora europeia com foco em impacto no setor de alimentos e agricultura, e contou com a entrada do DeepTech & Climate Fonds (DTCF) como novo investidor. Participaram também investidores já existentes, como Atlantic, Oyster Bay, Founders Fund, TIME Ventures (o braço de investimentos de Marc Benioff) e Bernd Hoffmann.
Niels Grabbert, fundador e CEO da Stenon, enfatizou a importância da precisão em um cenário de custos elevados. "Em um contexto onde o nitrogênio apresenta preços elevados ou disponibilidade limitada, qualquer aplicação imprecisa se traduz em custos adicionais, riscos e perda de eficiência. Embora produtores e distribuidores brasileiros não controlem fatores macroeconômicos como câmbio ou preços internacionais de fertilizantes, eles podem otimizar significativamente a forma como cada quilo é utilizado", declarou Grabbert. Ele ressalta que a tecnologia da Stenon fornece medições do nitrogênio disponível para a planta em tempo real, combinando esses dados com informações de SOC para embasar decisões de fertilização mais eficazes e promover uma visão mais aprofundada da produtividade do solo.
Para o setor agrícola brasileiro, a chegada de tecnologias como a da Stenon representa um avanço significativo na busca por maior eficiência e sustentabilidade. Estados como Rondônia, com sua vasta e produtiva área agrícola, se beneficiam indiretamente dessas inovações que prometem otimizar o uso de insumos, reduzir desperdícios e contribuir para uma agricultura mais resiliente e rentável, alinhada às demandas de uma produção moderna e consciente.



